Futebol · Temporada
1944
- Campeonato Carioca estadual adulto — Primeiro Tricampeonato Carioca da história do clube (1942–1943–1944)
Registro factual
Sem Domingos da Guia (negociado) e sem Perácio na reta final (convocado pela Força Expedicionária Brasileira para combater na Itália na Segunda Guerra Mundial), o Flamengo superou todas as adversidades para conquistar o Primeiro Tricampeonato Carioca de sua história (1942–1943–1944). Após golear o Bangu por 7x1 (4 gols de Vevé) e o Fluminense por 6x1 na Gávea (22/10/1944), chegou empatado em pontos com o favorito Vasco da Gama para a última rodada, em 29/10/1944, na Gávea. Com Pirillo jogando medicado (seria hospitalizado por uma semana após a partida), Zizinho lesionado e o veterano argentino Agustín Valido tirado da aposentadoria e febril, o Flamengo venceu por 1x0 graças à histórica cabeçada de Valido sobre o zagueiro Argemiro e o goleiro Barcheta aos 41 minutos do 2º tempo, após cruzamento de Vevé. Foi também em 1944 que o cartunista argentino Lorenzo Molas consagrou o Marinheiro Popeye como primeiro mascote rubro-negro nas páginas do Jornal dos Sports.
Esquadrão Base
Os onze de 1944
- Jurandyr goleiro Jurandyr Correia dos Santos
- Newton Canegal zagueiro
- Quirino zagueiro Quirino Rodrigues
- Biguá médio-direito Moacir Cordeiro
- Modesto Bria centro-médio
- Jaime de Almeida médio-esquerdo
- Valido ponta-direita Agustín Valido
- Zizinho meia-direita Thomaz Soares da Silva
- Sylvio Pirillo centroavante
- Tião meia-esquerda
- Vevé ponta-esquerda Everaldo Paes de Lima
Craque da temporada
Agustín Valido
Aposentado desde o fim de 1942 para cuidar de sua gráfica, o argentino Valido aceitou o convite de Flávio Costa para voltar nas duas rodadas finais de 1944 (após a convocação de Perácio para a FEB) e, mesmo febril, marcou de cabeça aos 41 minutos do 2º tempo o gol da vitória por 1x0 sobre o Vasco na Gávea que selou o primeiro Tricampeonato Carioca.
Artilheiro
Sylvio Pirillo
15 gols
Escopo: Campeonato Carioca 1944
Crônica
Crônica de 1944
Todo tricampeonato do Flamengo tem um herói improvável e um minuto eterno. Em 29 de outubro de 1944, na Gávea abarrotada, Perácio já estava na Itália com a Força Expedicionária Brasileira, Pirillo jogava sob efeito de remédios, Zizinho mancava e o argentino Agustín Valido havia largado a gráfica onde trabalhava para atender ao chamado de Flávio Costa, mesmo ardendo em febre. Aos quarenta e um minutos do segundo tempo, Vevé cruzou da esquerda e Valido subiu mais alto que Argemiro para testar firme, no fundo da rede de Barcheta. A gaitinha de Ary Barroso chorou no rádio, a multidão invadiu o gramado e o primeiro Tri entrou para a eternidade.
Texto original escrito em homenagem ao estilo de Armando Nogueira; não é de sua autoria.
Manto e imagem
O manto de 1944
Camisa rubro-negra clássica em aros horizontais vermelhos e pretos (malharias Ceppo e Athleta), gola polo preta com corte em V sem cadarço, mangas curtas, monograma CRF branco bordado no peito esquerdo, sem numeração nas costas, calção branco e meiões rubro-negros.
- Calção
- branco
- Meião
- rubro-negro
- Em uso desde
- 1939
Imagem em curadoria.
O arquivo ainda não foi importado para o acervo local.
Ressalvas e divergências entre fontes
Presidente: Dario de Melo Pinto. Técnico: Flávio Costa. Curiosidade histórica (FlaEstatística): criação das charges do Marinheiro Popeye por Lorenzo Molas no Jornal dos Sports durante o Campeonato Carioca de 1944.