Futebol · Temporada
1950
- Taça Cidade de Ilhéus (BA) troféu amistoso nacional (Bahia 0x3 Flamengo, em Ilhéus)
- Taça Aloísio Melo Vieira (BA) troféu amistoso nacional (Itabuna 2x9 Flamengo, em Itabuna)
Registro factual
O ano de 1950 ficou marcado por um dos episódios mais dolorosos da história administrativa do clube: às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, o presidente Dario de Melo Pinto vendeu o passe do ídolo Zizinho ao Bangu, para revolta do próprio jogador e da torcida. No primeiro semestre, enquanto o Maracanã era concluído, o Flamengo excursionou por Pará, Amapá, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Em 22/06/1950, dois dias antes da abertura da Copa, pisou pela primeira vez no Maracanã ainda em obras para um jogo-treino contra a Seleção Brasileira (derrota de virada por 3x2 sob aplausos dos operários ao Flamengo). A estreia oficial no Maracanã ocorreu em 23/07/1950, vencendo o Bangu em amistoso por 3x1 (gols de Aloísio 2 e Lero). No Campeonato Carioca, porém, o time enfraquecido terminou na 7ª colocação, sofrendo dura derrota para o Bangu de Zizinho.
Esquadrão Base
Os onze de 1950
- Garcia goleiro Sinforiano Garcia
- Juvenal zagueiro Juvenal Amarijo
- Bigode zagueiro João Ferreira
- Biguá médio-direito Moacir Cordeiro
- Modesto Bria centro-médio
- Dequinha médio-esquerdo José Mendonça dos Santos
- Aloísio ponta-direita
- Hermes meia-direita
- Índio centroavante Aluísio Francisco da Luz
- Durval meia-esquerda Durval Corrêa Nunes
- Esquerdinha ponta-esquerda José Afonso Rodrigues
Craque da temporada
Durval
Em um ano marcado pelo trauma da venda de Zizinho às vésperas da Copa do Mundo, o atacante Durval sustentou o poder ofensivo rubro-negro na longa excursão pelo Norte-Nordeste e no Campeonato Carioca.
Artilheiro
Durval
16 gols
Escopo: Campeonato Carioca 1950
Crônica
Crônica de 1950
Houve um silêncio de incredulidade na Gávea no início de 1950: por capricho de gabinete, o presidente Dario de Melo Pinto vendera Zizinho ao Bangu sem sequer ouvir o coração do craque, que chorou ao deixar a casa onde reinara por dez anos. Enquanto o Brasil erguia o Maracanã para a Copa do Mundo, os operários da obra pararam as pás em 22 de junho para aplaudir o Flamengo num jogo-treino contra a própria Seleção Brasileira. Em 23 de julho, veio a estreia oficial no gigante de concreto com vitória por 3 a 1 sobre o Bangu, mas no Carioca a ausência do Maestro cobrou seu preço. Era o fundo do poço antes da reconstrução de Gilberto Cardoso.
Texto original escrito em homenagem ao estilo de Armando Nogueira; não é de sua autoria.
Manto e imagem
O manto de 1950
Camisa rubro-negra clássica em aros horizontais vermelhos e pretos (Athleta / Superball), gola polo preta com corte em V sem cadarço, mangas curtas, monograma CRF branco bordado no peito esquerdo e numeração branca nas costas (introduzida em 11/07/1948), calção branco e meiões rubro-negros.
- Calção
- branco
- Meião
- rubro-negro
- Em uso desde
- 1948
Imagem em curadoria.
O arquivo ainda não foi importado para o acervo local.
Ressalvas e divergências entre fontes
Presidente: Dario de Melo Pinto. Técnico: Cândido de Oliveira / Jaime de Almeida. Esportes olímpicos (FlaEstatística): primeiros títulos da história do Vôlei Feminino do Flamengo (Taça Cidade do Rio de Janeiro e Torneio do Clube Municipal) e três provas clássicas no Remo (Imprensa Carioca, Comandante Midosi e Pereira Passos).